CFM divulga ofício sobre Telemedicina durante pandemia
CFM, TELEMEDICINA

CFM divulga ofício sobre Telemedicina durante pandemia

Entidade encaminha oficio ao Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, com posicionamento sobre possibilidades envolvendo Telemedicina durante a pandemia de Covid-19 (19/03/2020).

“Devemos anunciar nos próximos dias o maior serviço de teleatendimento. Faremos controle por algoritmo, deveremos ter ferramenta inovadora para todo o brasileiro ter classificação de risco à distância”

Após esta fala do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no último dia 18/03/2020, o Conselho Federal de Medicina (CFM) encaminhou nesta quinta-feira (19) ofício ao ministro da Saúde onde informa sua decisão de reconhecer a possibilidade e a eticidade de uso da telemedicina no País, além do que está estabelecido na Resolução CFM nº 1.643/2002, que continua em vigor. A decisão vale em caráter excepcional e enquanto durar o combate à epidemia de COVID-19.

Teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta são as modalidades permitidas.

Um avanço, mas nem tanto.

Na opinião do CFM, esse anúncio contribui para o aperfeiçoamento e a máxima eficiência dos serviços médicos prestados no País. De acordo com o documento encaminhado, a telemedicina poderá ser exercida nos seguintes moldes:

  • Teleorientação, permite que médicos realizem a distância a orientação e o encaminhamento de pacientes em isolamento;

  • Telemonitoramento, possibilita que, sob supervisão ou orientação médicas, sejam monitorados a distância parâmetros de saúde e/ou doença;

  • Teleinterconsulta, que permite a troca de informações e opiniões exclusivamente entre médicos, para auxílio diagnóstico ou terapêutico.

Ao contrário do que era esperado, a Teleconsulta, que é o atendimento direto entre médico e paciente, não foi autorizada. A decisão frustrou parte da comunidade, já que a prática já é comum em grande parte do mundo, e ansiosamente aguardada por médicos e startups, e também vista como essencial no combate à pandemia.

Apesar da restrição de circulação e incentivo ao isolamento social, pacientes crônicos em todo o Brasil ainda precisam se dirigir aos consultórios médicos para dar continuidade aos seus tratamentos. Esta situação é crítica, pois além de expor os médicos durante o atendimento, expõe pacientes que são grupos de risco, como idosos e pacientes com comorbidades.

Soluções como teleconsulta e prescrição eletrônica seriam essenciais para reduzir a exposição de grupos de risco.

O Ministério da Saúde ainda não se manifestou sobre o teor do Ofício.

Veja a íntegra do ofício em http://portal.cfm.org.br/images/PDF/telemedicina.pdf

Leave your thought here